Procuradores lutam por melhores condições
de trabalho
29/09/2006
Os Procuradores do Estado do Rio Grande do Sul
integrantes da Equipe Estatutária decidiram, em reunião realizada em 13 de
setembro de 2006, diante do aumento desmesurado de demandas, superando em mais
do que o dobro de processos ficados como média pela Corregedoria-Geral (cada
qual tem feito, em média 160 petições por mês, quando a média fixada é de
80 por pessoa ao mês), que a ultrapassagem da distribuição, por pessoa, de 50
processos novos implicará a devolução semanal do lote de excedentes que se
apresentarem ao Gabinete da Procuradoria-Geral do Estado. O documento em que
consubstanciada a decisão, elaborado pela Equipe, inaugura procedimento
administrativo dirigido à Procuradora-Geral do Estado e foi lido, ainda, na
sessão do Conselho Superior da PGE realizada em 28 de setembro de 2006 pelo
membro eleito daquele Egrégio Colegiado Dr. Ricardo Antônio Lucas Camargo,
pedida a transcrição em ata.
Direito Econômico,
Direito Internacional e Direitos Humanos
Publicado o 14º livro do
associado do IBAP no Rio Grande do Sul, Dr. Ricardo Antônio Lucas Camargo,
intitulado Direito Econômico, Direito Internacional e Direitos Humanos, por Sérgio
Antônio Fabris Editor.Em tempos de globalização da economia, a identificação
do referencial jurídico para
a adoção de medidas de política econômica, bem como as suas repercussões no
âmbito do Direito Internacional e na própria compreensão dos Direitos
Humanos, vem a ser a principal preocupação desta obra, na qual se reúnem
textos escritos em diferentes épocas, ao longo de quinze anos, unificados, porém,
por esta idéia-força. O desafio proposto é tratar temas como as tensões
poder econômico público/poder econômico privado, a amplitude da autonomia da
vontade negocial em face da ordem pública (bem como a extensão desta última),
a medida em que os interesses dos seres humanos mereceriam tutela jurídica e o
pensamento que subjaz às correntes que a restringem, o papel do utilitarismo e
do economicismo como parâmetros hermenêuticos na própria definição dos
sujeitos de direito, sem enveredar pelos passionalismos que normalmente inçam
tais discussões, não deixando, entretanto, de posicionar-se acerca de cada um
deles. Em quinze capítulos são versados temas como a segurança jurídica em
face do desenvolvimento econômico, a ressurreição da doutrina de Drago, as
alterações verificadas no âmbito da epistemologia jurídica em face da atuação
das empresas transnacionais, as características do liberalismo brasileiro na
compreensão dos direitos humanos, a sobrevivência do pensamento de Hobbes no
inconsciente coletivo tanto do cidadão médio quanto jurídico-burocrático, as
questões subjacentes ao assassinato de um sem teto em São Paulo no ano de
2004, as polêmicas em torno da internacionalização da Amazônia e dos
conflitos entre o desenvolvimento agrário e as sociedades tribais, os casos de
redução do ser humano a condição análoga à de escravo, a jurisprudência
das Cortes Internacionais em sede de Direito Econômico, as dificuldades do
tratamento do direito ao desenvolvimento como um direito humano, as relações
do Brasil com o FMI e, por fim, um comentário acerca da progressiva
conscientização da indivisibilidade do gênero humano, a partir do roteiro da
obra escrita em homenagem ao Professor Antônio Augusto Cançado Trindade.