O Parque
Nacional do Iguaçu, onde estão as famosas cataratas do Iguaçu, é o único
remanescente primário significativo de Floresta Estacional Semidecidua das
regiões Norte e Oeste do Paraná, sul do Brasil. Localiza-se no município de
Foz do Iguaçu, na divisa do Brasil com a Argentina. A região tem um longo
histórico de exploração madeireira e de remoção da floresta para abertura
de áreas agropastoris. A flora originalmente existente éuma das mais ricas
do planeta, e a quase totalidade de suas espécies encontra-se hoje ameaçada
de extinção justamente em função da compulsiva destruição desse
ambiente. Em conseqüência, o problema da fauna local é da mesma gravidade.
Quando da
criação do Parque Nacional havia uma estrada, denominada Estrada do Colono,
que atravessava justamente a área definida para preservação. Essa estrada,
cujo volume de tráfego era de meros quatro veículos por hora, foi fechada em
1986 para proteger a área do parque, tendo sido tomada pela densa vegetação
florestal.
Ainda assim,
existe uma parcela da população do sudoeste e oeste do estado interessada na
abertura dessa estrada, visando reduzir o tempo de tráfego, em
aproximadamente uma hora, entre as cidades do sudoeste e Foz do Iguaçu. A
organização de um movimento local (AIPOPEC) a favor da abertura da estrada
(e não reabertura, como dizem, pois a estrada não existe mais) gerou no dia
08 de maio de 1997 um movimento de violência, com invasão do Parque e
retirada da vegetação no antigo leito da estrada, infringindo a lei
ambiental. Esta invasão desrespeita todo o ordenamento jurídico do país e
do mundo, já que o Parque Nacional foi nomeado patrimônio da humanidade pela
ONU. Existe um movimento de oito mil homens formando duas frentes de trabalho
na estrada e cerca de 300 deles continuam acampados dentro da unidade de
conservação. Não é difícil prever que, se os invasores, sem autorização
nenhuma e com perfeita ciência da ilegalidade do ato que estão praticado,
levaram até agora adiante essa violenta invasão, na temível hipótese de as
autoridades virem a concordar com a abertura da estrada, maiores serão as
atrocidades perpetradas contra nosso patrimônio natural. A facilidade de
entrada ilegal no parque para abate de animais selvagens e pescarias será
multiplicada muitas vezes, e está mais do que provado que os participantes
desse movimento não têm respeito pela Constituição da República e pelo
Meio Ambiente.
A omissão
governamental persiste. Através de diversos meios de comunicação, já
pedimos a urgente manifestação das pessoas interessadas em preservar o
Parque, contra a efetivação dessas ações altamente danosas. Todavia,
apesar de todos os apelos, as autoridades responsáveis não tomaram nenhuma
atitude efetiva. Pelo contrário, estão ignorando a questão e os invasores
aproveitam para iniciar o cascalhamento da estrada do Colono, sem qualquer
autorização, sem estudo de impacto ambiental, havendo inclusive ordem de
retirada imediata do parque. As mensagens de protesto enviadas às autoridades
governamentais até o momento fizeram com que o Exmo. Sr. Ministro do Meio
Ambiente se manifestasse junto à imprensa limitando-se a dizer que está
recebendo muita pressão de movimentos ambientais. Não devemos, porém,
desistir e deixar que, com isto, seja destruído mais um patrimônio nacional,
como já aconteceu com o Parque das Sete Quedas.
Se você apóia
esta nossa luta, manifeste-se em nosso livro
eletrônico, na defesa
do Parque Nacional do Iguaçu