A Fome e a Miséria no Nordeste Brasileiro
Renata
Olivier Vilela Bragança
Secretária do Instituto
Brasileiro de Advocacia Pública. Estudante de Direito.
São de assustar
os estragos no NE. A seca está matando de fome e de sede,
animais, homens, mulheres e crianças sem distinção. Fala-se
muito que o culpado e o El Niño, doce ilusão. É nossa culpa.
Somos nós que, através do voto, colocamos no poder homens e
mulheres que não são capazes de antever as desgraças e se
são, nada fazem para impedi-las. A seca todos os anos afeta a
economia e a agricultura no NE e nada é feito para acabar com
isso, ou pelo menos minimizar seus efeitos.
Atualmente 10 milhões de brasileiros passam fome no NE, são
1.029 municípios em estado de emergência e o País só tem
condições de matar a fome da metade deste número gritante.
Cinco milhões de pessoas vão continuar com fome.
O Governo está distribuindo cestas básicas, que não são
suficientes, vale lembrar, e tentando emplacar programas que
suavizem o problema. O Superintendente da SUDENE, Sérgio
Moreira, é o responsável por esse "novo" programa do
governo. O programa da bolsa escola, para cada criança na escola
a família vai receber pasmem - ½ salário mínimo. Só
uma pergunta, se é mínimo, como pode alguém receber a metade
do mínimo?
Contingências nacionais....
A obtenção de donativos em todo país mostra o tamanho da
solidariedade de nosso povo. Até quem sobrevive de doações
está dividindo o pouco que tem com quem não tem nada. A
mobilização é grande, inclusive entre as crianças que acionam
escolas, parentes, vizinhos para ajudar os que estão morrendo de
fome. Infelizmente todos esses esforços não serão suficientes
para aplacar a ira da seca e da miséria.
Urge que realmente seja feito algo pelo nordeste. Se até no
deserto é possível irrigar, plantar e colher, por que não no
sertão?
O povo do nordeste brasileiro conta com a solidariedade do povo
de outras regiões do Brasil para ajudar mais... porque se
depender do governo.... muito pouco se poderá fazer pelas 10
milhões de pessoas em situação de penúria no Nordeste.
E a fome continua...
E ano que vem tem mais seca....
[Volta ao índice de artigos, peças processuais e crônicas] - [Volta à abertura]